Câmeras de segurança, sistemas de controle de acesso, biometria e outras tecnologias fazem parte da rotina de muitas empresas. Esses recursos ajudam a proteger pessoas, ambientes e patrimônio, mas também podem envolver o tratamento de dados pessoais.
É nesse ponto que a LGPD e a segurança eletrônica passam a estar diretamente relacionadas.
Uma câmera instalada em um ambiente corporativo pode registrar imagens de funcionários, clientes, fornecedores e visitantes. Um sistema de controle de acesso pode armazenar nomes, horários de entrada e saída, credenciais e, em determinados casos, dados biométricos.
Por isso, implementar uma solução de segurança eletrônica não deve envolver apenas a escolha dos equipamentos. É necessário avaliar também como os dados serão coletados, utilizados, armazenados, acessados e protegidos.
Segurança eletrônica também pode envolver dados pessoais
A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece regras para o tratamento de dados pessoais e determina que os agentes de tratamento adotem medidas técnicas e administrativas para protegê-los.
Na segurança eletrônica, isso pode envolver diferentes tipos de informações, como:
- Imagens captadas por câmeras;
- Registros de entrada e saída;
- Nome e identificação de visitantes;
- Dados utilizados em sistemas de controle de acesso;
- Informações de funcionários;
- Dados biométricos utilizados para autenticação.
A forma como esses dados são tratados depende das características de cada operação e das finalidades definidas pela organização.
Câmeras de segurança precisam ter uma finalidade definida
A instalação de câmeras é uma das aplicações mais comuns da segurança eletrônica corporativa.
Porém, antes de instalar um sistema de CFTV, a empresa deve avaliar qual é a finalidade da captação das imagens e se o recurso é adequado para alcançar o objetivo pretendido.
Isso significa que a empresa deve evitar a instalação de câmeras de maneira indiscriminada.
É importante avaliar:
- Por que as imagens serão captadas;
- Quais áreas precisam ser monitoradas;
- Quem terá acesso às gravações;
- Por quanto tempo os registros serão mantidos;
- Onde as imagens serão armazenadas;
- Como os dados serão protegidos;
- Em quais situações as imagens poderão ser consultadas.
O objetivo é garantir que a tecnologia esteja relacionada a uma finalidade legítima e que o tratamento seja realizado de maneira adequada.
Para projetos que envolvem câmeras e monitoramento, é importante considerar também a própria estrutura tecnológica que dará suporte ao sistema. A Plantec apresenta soluções e conteúdos relacionados a Projeto de sistema CFTV IP – Plantec.
Controle de acesso também exige atenção
Sistemas de controle de acesso podem utilizar cartões, senhas, credenciais, QR Codes, reconhecimento facial ou biometria para permitir ou restringir a entrada em determinados ambientes.
Essas tecnologias podem aumentar a segurança física da empresa, mas também podem envolver o tratamento de informações relacionadas a pessoas.
Por isso, é importante analisar quais dados realmente precisam ser coletados e como serão utilizados.
A empresa também deve estabelecer regras sobre:
- Quem pode acessar cada ambiente;
- Quem administra o sistema;
- Quem pode consultar os registros;
- Quais informações ficam armazenadas;
- Por quanto tempo os registros são mantidos;
- Como ocorre a exclusão ou descarte das informações.
Quanto mais organizado for o gerenciamento desses dados, maior será o controle sobre o tratamento realizado.
E quando há uso de biometria?
A biometria merece atenção especial.
Dados biométricos vinculados a uma pessoa são classificados pela LGPD como dados pessoais sensíveis. Isso significa que seu tratamento está sujeito a regras específicas previstas na legislação.
Por esse motivo, empresas que utilizam leitores biométricos ou sistemas de reconhecimento facial precisam avaliar cuidadosamente a finalidade da coleta, a base legal aplicável, os riscos envolvidos e as medidas de proteção adotadas.
Não se trata apenas de escolher um equipamento com tecnologia biométrica. É necessário pensar também em toda a estrutura responsável por armazenar, transmitir e proteger essas informações.
Quem pode acessar as imagens e registros?
Um dos principais cuidados em projetos de segurança eletrônica é controlar os acessos.
Nem todas as pessoas precisam visualizar imagens de CFTV ou consultar registros de entrada e saída.
A empresa pode estabelecer diferentes níveis de permissão de acordo com a função de cada usuário.
Por exemplo:
Operador: acesso às funcionalidades necessárias para o monitoramento diário.
Gestor: acesso ampliado para acompanhamento e administração.
Administrador: permissões relacionadas à configuração e gerenciamento do sistema.
Essa divisão ajuda a reduzir acessos desnecessários e contribui para uma gestão mais segura dos dados.
Por quanto tempo as imagens devem ser armazenadas?
Não existe uma resposta única que determine um período de armazenamento aplicável a todas as empresas e situações.
O período deve estar relacionado à finalidade do tratamento, às necessidades da organização e às obrigações legais ou regulatórias aplicáveis ao caso.
Por isso, manter gravações indefinidamente pode não ser a melhor estratégia.
A empresa deve estabelecer uma política de retenção que considere:
- Finalidade da gravação;
- Necessidade operacional;
- Requisitos legais;
- Riscos envolvidos;
- Capacidade de armazenamento;
- Procedimentos para exclusão dos registros.
Uma política clara ajuda a evitar tanto a retenção excessiva quanto a eliminação prematura de informações necessárias.
Segurança da informação também faz parte do projeto
Um sistema de segurança eletrônica conectado à rede corporativa também precisa ser protegido contra acessos indevidos.
Câmeras IP, gravadores, servidores, controladores de acesso e outros equipamentos podem estar conectados à infraestrutura de TI da empresa.
Por isso, é importante considerar medidas como:
- Senhas fortes e individuais;
- Controle de usuários;
- Atualização de firmware e sistemas;
- Segmentação da rede;
- Restrição de acessos externos;
- Monitoramento;
- Backup quando aplicável;
- Proteção dos equipamentos e servidores;
- Revisão periódica das permissões.
A segurança do sistema deve ser considerada desde o planejamento do projeto, e não somente depois que os equipamentos já estão instalados.
A infraestrutura de TI precisa acompanhar a segurança eletrônica
Em projetos corporativos, segurança eletrônica e infraestrutura de TI estão cada vez mais conectadas.
Uma câmera IP depende da rede para transmitir informações. Um sistema de controle de acesso pode depender de servidores e bancos de dados. Um sistema de monitoramento precisa de armazenamento adequado.
Por isso, o projeto deve considerar não apenas os equipamentos instalados, mas também toda a infraestrutura que sustenta seu funcionamento.
É importante avaliar:
- Cabeamento;
- Switches;
- Capacidade de rede;
- Armazenamento;
- Servidores;
- Energia;
- Conectividade;
- Segurança da rede;
- Possibilidade de expansão.
Uma infraestrutura corretamente dimensionada contribui para o desempenho dos sistemas e também para uma gestão mais organizada dos dados tratados.
Como reduzir os riscos relacionados aos dados?
A adequação à LGPD não depende de uma única ferramenta. Ela envolve processos, pessoas e tecnologia.
No contexto da segurança eletrônica, algumas boas práticas incluem:
1. Definir a finalidade
Antes de implementar uma solução, determine por que os dados serão coletados e utilizados.
2. Coletar somente o necessário
Avalie se todos os dados coletados são realmente necessários para atingir a finalidade estabelecida.
3. Controlar os acessos
Defina quem pode visualizar imagens, consultar registros ou administrar os sistemas.
4. Proteger os equipamentos
Mantenha câmeras, servidores, gravadores e demais dispositivos atualizados e protegidos.
5. Estabelecer regras de retenção
Determine critérios para armazenamento e descarte das informações.
6. Orientar os colaboradores
As pessoas que administram ou utilizam os sistemas precisam conhecer suas responsabilidades no tratamento dos dados.
7. Revisar a estrutura periodicamente
Tecnologias, ambientes e riscos mudam com o tempo. Por isso, os controles também precisam ser revisados.
LGPD, segurança eletrônica e segurança da informação precisam caminhar juntas
Um projeto de segurança eletrônica pode proteger fisicamente uma empresa, mas seus próprios dispositivos e informações também precisam ser protegidos.
Essa integração envolve diferentes áreas: segurança física, infraestrutura de TI, proteção de dados e segurança da informação.
É nesse contexto que contar com especialistas pode ajudar a empresa a identificar riscos, revisar processos e estruturar medidas de proteção mais adequadas ao seu ambiente.
A DeServ, parceira da Plantec, atua com segurança da informação, infraestrutura corporativa, proteção de dados e gestão de riscos, contribuindo para projetos que precisam integrar tecnologia e segurança.
Para conhecer mais sobre essa atuação, confira as soluções de Governança e Conformidade – DeServ.
Segurança eletrônica com planejamento é mais eficiente
A tecnologia pode ser uma grande aliada na proteção de empresas, mas sua implementação precisa estar acompanhada de planejamento.
Câmeras, controle de acesso, biometria e outros recursos devem ser avaliados não apenas pela capacidade tecnológica, mas também pela forma como os dados serão tratados e protegidos.
Para empresas e integradores, isso significa considerar segurança eletrônica, infraestrutura de TI e proteção de dados desde as primeiras etapas do projeto.
A Plantec oferece um portfólio de soluções para segurança eletrônica, redes, comunicação e infraestrutura, apoiando parceiros e empresas na construção de projetos tecnológicos adequados às diferentes necessidades corporativas.
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