A transformação digital trouxe mais agilidade para as empresas, mas também aumentou a quantidade de sistemas, dispositivos e dados conectados à infraestrutura corporativa. Nesse cenário, ameaças como o ransomware exigem atenção não apenas às soluções de segurança digital, mas também à forma como a infraestrutura de tecnologia é planejada e protegida.
Um ataque de ransomware pode comprometer arquivos, sistemas e recursos importantes para a operação de uma empresa. Quando a infraestrutura não está preparada para lidar com esse tipo de incidente, os impactos podem ultrapassar a área de TI e afetar diretamente a continuidade das atividades.
Por isso, medidas como backup, segmentação de rede, controle de acesso, atualização dos equipamentos e planejamento de recuperação devem fazer parte da estratégia de infraestrutura das organizações.
O que é ransomware?
Ransomware é um tipo de malware utilizado para impedir o acesso a dados ou sistemas, geralmente por meio da criptografia dos arquivos. Em ataques desse tipo, os criminosos podem exigir um pagamento para fornecer uma forma de recuperar o acesso aos dados.
A entrada do ransomware pode acontecer por diferentes caminhos, como credenciais comprometidas, arquivos maliciosos, vulnerabilidades em sistemas ou equipamentos desatualizados.
Depois que consegue acesso ao ambiente, o malware pode se espalhar por recursos conectados à rede, dependendo das características do ataque e das medidas de proteção existentes.
Por isso, combater o ransomware não significa apenas instalar uma solução de segurança. A infraestrutura como um todo precisa ser planejada considerando prevenção, proteção e recuperação.
Como o ransomware pode afetar uma empresa?
Os impactos de um ataque podem variar de acordo com o ambiente atingido, os dados comprometidos e a capacidade de recuperação da organização.
Entre as possíveis consequências estão:
- Indisponibilidade de arquivos e sistemas;
- Interrupção de processos internos;
- Perda temporária de acesso a informações;
- Paralisação de serviços;
- Custos relacionados à recuperação do ambiente;
- Impactos na produtividade;
- Necessidade de restauração de dados e sistemas.
Em empresas que dependem diretamente de sistemas digitais para suas operações, períodos de indisponibilidade podem representar um desafio significativo.
Por isso, a infraestrutura deve ser preparada não somente para funcionar normalmente, mas também para permitir uma resposta organizada diante de um incidente.
Backup é uma das bases da estratégia de proteção
O backup é um dos principais recursos para aumentar a capacidade de recuperação de uma empresa após um incidente.
Manter cópias dos dados permite que a organização tenha uma alternativa para restaurar informações caso os arquivos originais sejam comprometidos, excluídos ou tornados indisponíveis.
Porém, não basta simplesmente realizar cópias.
É importante definir:
- Quais dados precisam ser protegidos;
- Com que frequência os backups serão realizados;
- Onde as cópias serão armazenadas;
- Por quanto tempo serão mantidas;
- Quem poderá acessá-las;
- Como será realizada a recuperação;
- Com que frequência os processos de restauração serão testados.
Também é importante considerar a proteção das próprias cópias de backup. Se um atacante conseguir acessar o ambiente de backup e comprometer as cópias disponíveis, a capacidade de recuperação da empresa pode ser prejudicada.
Por isso, backup deve ser tratado como parte de uma estratégia mais ampla de proteção e continuidade.
Segmentação de rede ajuda a limitar a propagação
Em uma infraestrutura corporativa, diferentes dispositivos e sistemas podem estar conectados à mesma rede.
Quando o ambiente é estruturado de forma segmentada, é possível separar determinados sistemas e grupos de dispositivos, criando diferentes níveis de acesso e comunicação.
A segmentação pode ser utilizada, por exemplo, para separar servidores, estações de trabalho, dispositivos de segurança eletrônica, sistemas administrativos e outros recursos de acordo com as necessidades do ambiente.
Essa organização pode contribuir para limitar a comunicação entre diferentes partes da rede e dificultar a movimentação de uma ameaça dentro do ambiente.
A definição da arquitetura adequada depende do porte da empresa, dos sistemas utilizados e das características de cada projeto.
Controle de acesso também faz parte da proteção
Credenciais comprometidas podem ser utilizadas por invasores para obter acesso a sistemas e recursos corporativos.
Por isso, o controle de acesso deve fazer parte da estratégia de segurança da infraestrutura.
Algumas medidas importantes incluem:
- Utilizar senhas fortes e individuais;
- Restringir privilégios de acordo com a função de cada usuário;
- Revisar periodicamente os acessos;
- Desativar contas que não são mais utilizadas;
- Utilizar autenticação adicional quando disponível;
- Controlar o acesso administrativo aos sistemas;
- Monitorar atividades relacionadas a contas privilegiadas.
Quanto menor for a quantidade de acessos desnecessários, maior será o controle sobre quem pode utilizar determinados recursos do ambiente.
Manter sistemas e equipamentos atualizados é fundamental
Vulnerabilidades em softwares, sistemas operacionais, servidores, dispositivos de rede e outros equipamentos podem ser exploradas por criminosos.
Por isso, a atualização dos recursos tecnológicos deve fazer parte da rotina de gestão da infraestrutura.
Isso envolve acompanhar atualizações de segurança, aplicar correções quando apropriado e manter um inventário dos equipamentos e sistemas utilizados pela empresa.
Além dos computadores e servidores, outros dispositivos conectados à rede também precisam ser considerados, especialmente em ambientes corporativos que utilizam câmeras IP, controle de acesso, switches, roteadores e outros equipamentos conectados.
Uma infraestrutura organizada facilita a identificação dos recursos que precisam ser atualizados e acompanhados.
Recuperação precisa ser planejada antes de um incidente
Prevenir um ataque é importante, mas uma estratégia de segurança também precisa considerar a possibilidade de um incidente.
Nesse contexto, a empresa deve definir previamente como pretende recuperar seus dados, sistemas e serviços.
O planejamento pode considerar:
- Quais sistemas devem ser recuperados primeiro;
- Quais dados são mais críticos;
- Onde estão armazenadas as cópias;
- Quem será responsável pela recuperação;
- Quanto tempo cada sistema pode permanecer indisponível;
- Como os backups serão restaurados;
- Como validar se o ambiente recuperado está funcionando corretamente.
Testar os procedimentos também é importante. Um backup que nunca foi restaurado pode não oferecer a mesma segurança de uma estratégia que já teve seus processos de recuperação verificados.
Infraestrutura e segurança da informação precisam caminhar juntas
A proteção contra ransomware não depende de uma única tecnologia.
Firewall, soluções de proteção de endpoints, controle de acesso, backup, segmentação de rede, atualização de sistemas e monitoramento podem atuar em diferentes etapas da proteção do ambiente.
Por isso, infraestrutura e segurança da informação precisam ser consideradas de maneira integrada.
Nesse contexto, empresas que precisam estruturar ou revisar sua estratégia de proteção podem contar com especialistas em segurança da informação e infraestrutura corporativa, como a DeServ, parceira da Plantec.
A atuação especializada pode contribuir para avaliar riscos, definir estratégias de proteção e estruturar recursos relacionados à infraestrutura, backup, recuperação e continuidade dos negócios.
Como preparar a infraestrutura contra ransomware?
Não existe uma única medida capaz de eliminar todos os riscos relacionados ao ransomware. A preparação deve envolver diferentes camadas de proteção.
Uma infraestrutura mais preparada pode considerar:
Backup: mantenha cópias dos dados e estabeleça procedimentos de recuperação.
Segmentação: organize a rede para controlar a comunicação entre diferentes ambientes e sistemas.
Controle de acesso: limite privilégios e monitore acessos aos recursos corporativos.
Atualizações: mantenha sistemas e equipamentos acompanhados e atualizados.
Monitoramento: acompanhe eventos e comportamentos que possam indicar atividades suspeitas.
Recuperação: estabeleça previamente como os sistemas e dados serão restaurados em caso de incidente.
Planejamento: defina responsabilidades e procedimentos para responder a situações de indisponibilidade.
Essa combinação ajuda a construir uma infraestrutura mais preparada para lidar com diferentes cenários de risco.
A infraestrutura tecnológica também precisa estar preparada
A prevenção contra ransomware começa antes de um incidente acontecer. Para isso, é necessário olhar para toda a infraestrutura da empresa e entender como seus diferentes componentes estão conectados.
Redes, servidores, dispositivos, sistemas de armazenamento, equipamentos de segurança eletrônica e recursos de comunicação fazem parte do ambiente tecnológico e precisam ser considerados dentro do planejamento.
Para integradores e empresas, contar com equipamentos adequados e uma infraestrutura corretamente dimensionada é um passo importante para construir ambientes mais organizados, seguros e preparados para expansão.
A Plantec oferece um portfólio voltado para infraestrutura tecnológica, redes, segurança eletrônica, comunicação e energia, apoiando projetos desenvolvidos para diferentes necessidades corporativas.
Ransomware exige uma estratégia de proteção contínua
Reduzir os riscos relacionados ao ransomware não significa apenas reagir quando um ataque acontece. A preparação deve fazer parte da rotina de gestão da infraestrutura.
Backup, segmentação de rede, controle de acesso, atualização, monitoramento e recuperação são elementos que, quando planejados em conjunto, ajudam a empresa a aumentar sua capacidade de prevenção e resposta.
Por isso, investir em uma infraestrutura adequada é também investir na continuidade das operações.
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