Um incêndio não causa apenas danos materiais. Ele pode destruir uma marca inteira, construída ao longo de vários anos, em questão de minutos.
Os incêndios em grande escala impactaram inúmeros varejistas e empresas em 2025, com Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro concentrando um número ainda maior de ocorrências. Na cidade de Palhoça, em Santa Catarina, dois grandes incidentes aconteceram em um curto espaço de tempo, envolvendo um shopping e um parque de alimentação. A boa notícia é que, em ambos os casos, a resposta foi rápida, não houve feridos e as operações foram retomadas logo após os sinistros.
Ainda assim, situações como essas reforçam o quanto é necessário adotar uma postura cada vez mais preventiva. Incêndios não se limitam a prejuízos econômicos. Eles colocam vidas em risco e podem gerar consequências humanas e institucionais difíceis de reparar.
As causas dos incêndios são diversas, mas uma parcela significativa está ligada à falta de manutenção, falhas em instalações elétricas ou ao não cumprimento das normas técnicas. Um dos exemplos mais conhecidos é o incêndio no Ninho do Urubu, centro de treinamento das categorias de base do Flamengo, que teve origem em problemas elétricos associados a aparelhos de ar condicionado, resultando infelizmente em perda de vidas. Casos como esse demonstram como falhas aparentemente simples, quando ignoradas, podem gerar consequências graves.
Seguir as normas técnicas é um passo fundamental, mas isso não pode se limitar apenas à aprovação inicial junto ao Corpo de Bombeiros. As operações evoluem, os espaços se expandem e os layouts mudam ao longo do tempo, exigindo revisões constantes dos projetos e das instalações. Outro ponto decisivo está na escolha das empresas e dos profissionais responsáveis pelas execuções, especialmente quando envolvem sistemas elétricos e soluções de combate a incêndio. Assim como ninguém se submeteria a um procedimento cirúrgico com alguém sem a devida formação, esse mesmo cuidado deve existir na contratação de serviços especializados, priorizando qualificação, experiência e manutenção contínua.
Hoje, a tecnologia se tornou uma grande aliada na prevenção de incêndios. Além dos alarmes tradicionais, já existem soluções acessíveis como câmeras térmicas e sistemas inteligentes embarcados em câmeras, capazes de identificar calor, fumaça ou fogo ainda nos estágios iniciais. Essas tecnologias também permitem gerar alerta quando rotas de fuga estão obstruídas, aumentando a segurança das pessoas. Quando essas soluções estão integradas e operadas por equipes devidamente treinadas, a resposta se torna muito mais rápida e eficiente.
Imagine o seguinte cenário. Um curto-circuito elétrico dá início a um princípio de incêndio. Em poucos segundos, o sistema de detecção identifica a anomalia e aciona automaticamente os alarmes. As imagens do local são abertas imediatamente no centro de monitoramento, permitindo a visualização clara do ponto de risco, enquanto catracas e portas de emergência são liberadas de forma automática, garantindo que as rotas de fuga permaneçam desobstruídas.
Com todas as informações disponíveis em tempo real, o operador consegue avaliar a situação, acionar rapidamente a brigada treinada com o uso adequado de extintores e orientar a evacuação organizada das pessoas, sempre priorizando a segurança. Caso o cenário evolua, o Corpo de Bombeiros é acionado de forma rápida e assertiva.
Ǫuando esse fluxo é bem orquestrado e executado, unindo tecnologia, processos definidos e pessoas capacitadas, os riscos à vida são significativamente reduzidos, os danos materiais são minimizados e a continuidade da operação é preservada. Mais do que cumprir exigências legais, a segurança contra incêndio se torna um fator estratégico para proteger pessoas, garantir a continuidade dos negócios e preservar marcas.
Investir em sistemas de prevenção e detecção de incêndios não é apenas uma exigência legal, mas uma decisão estratégica. Avaliar riscos, revisar projetos e adotar tecnologias adequadas é essencial para proteger pessoas e negócios.

Natanael Lima
Especialista em Soluções para varejo Intelbras

